quinta-feira, 28 de junho de 2012

Mundial de Squash em Maringá!


Ontem dia 27 de junho de 2012 foi um grande dia para o squash maringaense. Logo de manha eu e Pedro Dias fomos a uma reunião que definiria se Maringá sediaria ou não uma etapa do mundial de squash com a tão sonhada quadra de vidro. Sonho este que tenho a mais de 5 anos, ainda na época compartilhado com Renatão (Renato Trevisan – Casa do Queijo). Anos passaram, e jamais conseguimos tirar do papel. Tentávamos fechar parcerias com alunos e conhecidos, mas sem muito sucesso. Se tratando de um mundial, com a montagem de uma quadra de squash com as 4 paredes de vidro, locada diretamente de São Paulo para cá, os custos eram muito altos deixando inviáveis as parcerias com patrocinadores. 
Mas em outubro de 2011, sem a companhia do Renatão (que com problemas na coluna deixou de dar aula de squash e assumiu a Casa do Queijo),  tive a ideia de procurar a Maringá Convention & Visitors Bureau (CVB) para ajudar na realização desse sonho do squash maringaense. E logo percebi que o grande erro que cometemos foi não ter procurado antes esta entidade. Apresentei o projeto do evento a Yara Linschoten, diretoria executiva do CVB, que logo vestiu a camisa do evento e começou a regaçar as mangas para me ajudar na concretização do evento. Passaram-se quase 2 meses e ela me apresentou Pedro Dias, sócio proprietário da empresa Pedro Dias Sports, responsável em organizar eventos esportivos. O sonho começou a tornar-se realidade com esta parceria entre Fábio Milani (eu), Pedro Dias e Yara (CVB). Tentamos angariar fundos com a prefeitura, em vão, após 4 meses de negociação não conseguimos acordo. E mais uma vez CVB nos ajudou com seu leque imenso de contatos, e nos indicou o shopping Maringá Park. 
Nos reunimos com Cláudia Michiura e Marisa de Oliveira, as gerentes do shopping, que também adoraram a ideia, e após algumas reuniões, ontem  elas fecharam a parceria conosco. O Shopping Maringá Park entrará como patrocinador oficial do I mundial de squash realizado na Região. Contando com uma quadra de vidro montada nas dependências do shopping, o evento acontecerá de 13 a 16 de setembro. E juntamente com este grande evento será disputado uma Etapa do Parananense de Squash que será realizado nas quadras das academias da cidade.

Um grande feito para Maringá que agradeço de coração a estas duas pessoas que fizeram deste evento uma realidade. Muito obrigado Yara Linschoten (CVB) e Pedro Dias por impulsionar mais ainda o nosso tão amado esporte. E você caro leitor já reserve na sua agenda essa data, pois prometemos fazer um grande evento, tanto para quem joga (nas categorias da Etapa do paranaense) quanto para quem só assistir (entradas franca).
Com atletas do mundo inteiro disputando o titulo, o evento promete uma movimentação muito grande em todos os setores da cidade. E quem tiver interesse em divulgar sua marca junto ao evento, ainda temos espaços publicitários disponíveis. Interessados procurem a mim ou ao Pedro Dias. 
Preparem-se!!!



  

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Vicio Frenético

Antes de começar este post gostaria de pedir a todos que me acompanham e jogam squash para um debate virtual. Principalmente os top 10 brasileiro. Peço para meus amigos: Alarcon, Roni, Roninho, Manu, Vini Costas, Vini Rodrigues, Pedro Mometto, Julio Caseiro... dentre outros, opinem, escrevam dizendo o que se passa na cabeça de vocês no decorrer do jogo. Espero que gostem do meu novo post.
Sempre após cada torneio que participo procuro fazer uma auto-análise dos meus jogos. E sempre trombo com o aspecto psicológico que envolve o Squash. Ganhando ou perdendo jogos, gosto de analisar o que eu fiz de bom ou ruim, principalmente como me comportei psicologicamente durante as partidas. Não raro, percebo uma “bipolaridade” em meu jogo. Apresento a vocês o EU RELAX e o EU STRESS.
O EU RELAEX: é quando jogo bem a minha principal atitude é a falta de pressa em definir o ponto - troco bolas esperando o momento certo da definição. Consigo visualizar a quadra como um todo e não cada batida específica. Adquiro uma visão ampla. Encontro tranquilidade que, muitas vezes, em jogos que estou perdendo não encontro tão fácil. Coloco meu adversário para correr sem me apavorar quando ele pega minhas batidas. Não me desgasto. Quero que o jogo não tenha fim. Divirto-me jogando.
Agora, o EU STRESS: nesse momento, é como se a palavra CALMA não existisse no meu vocabulário. Quero definir o ponto de primeira, me concentro apenas na batida torcendo para que a bola “morra”, que o ponto venha e acabe logo com aquela tortura. Frases surgem na minha cabeça após cada batida, do tipo: “Morre bola, por favor,” ou então “Nick, Nick, Nick” e, seguidas dessas, vem outras “não acredito que não morreu” ou então “esse cara pega tudo”. Não consigo enxergar nada, fico com a visão “fechada”. O resultado: pontos mal trabalhados, bolas que sobram e eu correndo igual um louco. Fim de jogo, perdi e fiquei exausto, só sobrou a capa do Batman. E, claro, qual a primeira coisa pra culpar: falta de condicionamento. ERRADO! O jogo foi mal feito, me desesperei. Sei que quando canso excessivamente, joguei mal.
O interessante é que em um mesmo jogo, às vezes, aparecem os dois “EUs”. Um jogo calmo pode virar um stress e vice e versa. Portanto a concentração é um aspecto fundamental. Além das dicas que passei a vocês no meu post “Olhe, Repire e Bata!”, considero importante começar um jogo com bolas profundas, principalmente paralelas, vai sentindo o jogo comece controlando a pressa. Defina os pontos calmamente, esperando o momento certo. É de fundamental importância começar com este controle. Caso comece partindo pro tudo ou nada, dificilmente vai conseguir recompor a calma. As bolas de definição são viciosas e depois que você começa a usar, dificilmente irá parar. Mas também cuidado para não assumir a postura puramente defensiva, apenas não se afobe. A definição do ponto é fundamental no Squash, mas deve ser realizada no momento certo. Dose seu jogo desde o começo, vá com cautela para que não vire um “vicio frenético”.